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domingo, 17 de abril de 2011

A culpa é da gasolina?

Nestes dias de aumento (abusivo, por sinal) do preço da gasolina (em todo o país, mas acho que em Natal foi pior...), muitos se aproveitam para usar isso como desculpa para aumentar o preço de tudo e mais um pouco...

É claro que é esperado o aumento no preço de produtos que envolvam grandes deslocamentos, já que o principal meio de entrega de mercadorias no Brasil é o rodoviário, o que os encarece bastante. A rigor, então, tudo deveria ter aumentado de preço na mesma proporção, para compensar o aumento da gasolina (todos sabemos que é o consumidor quem – fazendo uso de mais um dito popular, o que eu particularmente gosto de fazer, pois acho digno – paga o pato). No entanto, encontramos algumas situações como as citadas a seguir:

O quilo do feijão subiu? É culpa do aumento do preço da gasolina!

O material escolar aumentou de preço? Gasolina, de novo!

Mas as coisas também podem piorar. Por exemplo:

O aluno perdeu a prova? A gasolina é a culpada!

O aluno tirou nota baixa em Matemática? Que gasolina malvada!

O Santos perdeu na Libertadores há duas semanas? Olha aí a gasolina atuando em nível continental! (mau-caráter do olho junto!)

A chuva provocou alagamentos? Foi a gasolina! (Até no clima a gasolina está influenciando?! Que pérfida!)

Agora, por favor, só não me venham dizer que foi a gasolina que provocou o terremoto, o tsunami e o desastre atômico no Japão, e que fez Bravura indômita não ganhar nenhum Oscar este ano, que eu não acredito!

– Gasolina, que estranho ser físico-metafísico és tu, capaz de alterar/governar os destinos da humanidade?!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Noivado rompido... temporariamente

Este deveria ter sido um micropost, claro que não um daqueles reduzidos a 140 caracteres, porque aí já seria demais... Meu poder de síntese, nem nos meus melhores dias, seria capaz de fazê-lo (e acabar escrevendo quatro parágrafos não é bem o que se possa chamar de micropost). Então este será apenas mais um post. Bem, a ideia me ocorreu agora há pouco quando postava algo no Facebook (algumas das coisas postadas aqui têm sua origem lá).

Se alguém se deixou levar pelo título, esclareço logo: ele é despistador. Não rompi nenhum noivado recentemente (até porque nem estou em um ainda, por enquanto). O noivado do título (ou melhor, seu rompimento) se refere à Noiva do Sol: este é um dos apelidos de Natal, minha ensolarada cidade, que hoje, preferiu romper (temporariamente, espero) esse relacionamento e tornar-se amante da chuva em um tórrido affair (se é que se pode classificá-lo assim).

Choveu hoje como não ocorria há um bom tempo, causando vários problemas (todos interligados): ruas alagadas, trânsito caótico, ônibus atrasados e lotados... enfim, um nada tranquilo dia de chuva, se você tem que trabalhar ou estudar, ou apenas sair de casa. Não me entendam mal, não sou contrário à chuva: gosto dela bastante até, especialmente pelo calor dos últimos dias, e também porque vim do interior onde a chuva (e agora estou me citando do Facebook) é mais do que bem-vinda. No entanto, mais uma vez, a chuva nos lembra de que a nossa cidade não está preparada para lidar com ela; que não pode ter um relacionamento sério e duradouro com ela, porque, se isso acontecesse a Noiva afogaria... literalmente.

É claro que também não devemos torcer para que o relacionamento entre a Cidade e o Sol seja exclusivamente monogâmico. Afinal, às vezes dar um tempo no relacionamento pode ser saudável para o casal, e um pouco de Chuva também pode ajudar a acender (acho que, nesse caso, a palavra mais adequada seria desacender) as coisas entre os noivos... E vocês, o que acham?